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8 DE MARÇO – DIA DA MULHER, DIA DA AEROVIÁRIA

Data deve celebrar o histórico de lutas e vitórias femininas no setor aéreo

Neste dia 8 de março celebramos mais um dia da mulher, em meio a uma pandemia de dimensões irreparáveis e diante do descaso de um governo negacionista, a data serve, mais do que nunca, para relembrar ainda mais da importância de nossa atuação social e política em defesa de nossos direitos como pessoas, como mulheres e como aeroviárias.

O direito a voto, o direito a igualdade de gênero e até o simples direito de frequentar a escola, são conquistas do movimento feminista que devem servir de exemplo para a sociedade como um todo e mandam uma mensagem clara e objetiva: A mobilização e organização coletiva são fundamentais para que consigamos garantir um estado pleno de direito.

Neste momento delicado, celebrar o simbolismo da data e lembrar as mulheres que arriscaram suas vidas por direitos, é um ato de respeito e honra aos seus nomes, mais do que isso é motivo de orgulho pelas vitórias conquistadas e incentivo para as muitas lutas que devem ser travadas em prol da igualdade.

AEROVIÁRIAS, SÍMBOLOS DE FORÇA

Não existe palavra que defina melhor uma aeroviária do que empoderada. As aeroviárias sempre souberam como conquistar espaços dentro do setor aéreo, sendo referências profissionais pra mulheres de muitos outros setores.

Desde o Check-in, passando pela logística de cargas, planejamento geral e até na área de manutenção e mecânica, em todos os setores as mulheres aeroviárias fazem história, sendo referência de competência e dedicação.

As conquistas das mulheres dentro do setor são históricas e referenciais, igualdade salarial, quebra de padrões estéticos e a inclusão racial, são exemplos de batalhas que foram vencidas, juntas ao movimento sindical, que elas integram e fortalecem.

Um exemplo destas batalhas é o de nossa companheira Cláudia Leal Cardoso, Mecânica na Latam, que enfrentou momentos difíceis em toda a sua trajetória pelo aeroporto, mas conseguiu superar todos os obstáculos, desmistificou sua profissão e hoje é um grande exemplo para mecânicos de aeronaves por todo o Brasil. Ela deixa um recado para todas as mulheres que como ela, possuem sonhos, confere a mensagem no vídeo:

 

Contudo, assim como a Cláudia e assim como muitas outras aeroviárias, embora tenham superado barreiras que são empecilhos para mulheres de muitos outros setores, ainda há um longo caminho a ser percorrido em torno de igualdade fora das bases.

A LUTA É CONTÍNUA

Ser mulher é ter que enfrentar batalhas, e vencê-las. Embora profissionalmente aeroviárias tenham conquistado suas vitórias, fora das bases a realidade é outra, machismo, dupla jornada e violência são muitos desafios que são enfrentados diariamente.

A violência doméstica por exemplo foi um índice que aumentou muito durante a pandemia, cerca de 50% a mais de denúncias na quarentena, a dupla jornada, que acrescenta na rotina das mulheres cerca de 10h a mais de trabalho comparada aos homens, ao juntar o trabalho assalariado e doméstico.

Todas são questões que precisam ser enfrentadas de cabeça erguida, mas que com apoio, organização e luta, são cada vez mais debatidos, ampliando os canais de escuta e atuação para que as mulheres possam ser ouvidas e amparadas em todos os espaços. Parabéns às mulheres, parabéns às aeroviárias.

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