#MarçoDeLutaDasMulheres Sindigru realiza palestra “E eu com isso?” para alertar sobre a violência contra a mulher

Atividade aconteceu nesta quinta-feira (14), no Sindicato

Por: Vanessa Barboza, Redação Sindigru - Publicação: 14/03/2019
Direção do Sindicato e participantes da palestra - Baixar Imagem

Dando continuidade à celebração do Março Internacional de Luta das Mulheres  foi realizada nesta quinta-feira (14), no Sindigru, a palestra “E eu com isso?”, que alertou sobre a violência contra a mulher.  A atividade teve parceria da Prefeitura de Guarulhos, por meio Subsecretaria de Políticas para Mulheres (SPM).

Participaram do evento a Direção do Sindigru, as Conselheiras de Políticas para Mulheres de Guarulhos,  na qual a diretora do Sindicato, Debora Cavalcanti faz parte, e as Promotoras Legais de Guarulhos, que defendem vítimas dessa prática covarde.

A violência contra a mulher tem dados alarmantes na cidade de Guarulhos. Segundo o  Mapa da Violência  contra a Mulher do Estado de São Paulo foram registrados, apenas no primeiro semestre de 2018 em Guarulhos, 4.068 tipos de crimes tentados ou consumados contra a mulher. Os dados, que foram disponibilizados pela Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP), indicam que a cidade apresentou índice elevado em algumas modalidades de crimes praticados contra a mulher como ameaça, calúnia, difamação, injúria, estupro, entre outros.

Entre os bairros com maior índice de violência, Pimentas e Bonsucesso, nesta ordem, tem o maior índice de violência registrados contra às mulheres.

O Sindigru luta por uma sociedade mais justa e igualitária e está empenhado na  luta contra a violência doméstica. “Essa luta não é só das mulheres, mas também dos homens. Almejamos para todos uma sociedade livre de qualquer tipo de violência”, destaca a direção.   

Sobre a Lei Maria da Penha e tipos de agressões

A Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/2006), sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva é a principal legislação brasileira para a enfrentar a violência contra a mulher e reconhecida pela ONU como uma das melhores legislações do mundo.

Além da Lei Maria da Penha, a Lei do Feminicídio, sancionada pela presidenta Dilma Rousseff em 2015, colocou a morte de mulheres no rol de crimes hediondos e diminuiu a tolerância nesses casos.

No entanto, poucos sabem que a violência doméstica vai muito além da agressão física ou do estupro.  A Lei Maria da Penha classifica os tipos de abuso contra a mulher nas seguintes categorias: violência patrimonial, violência sexual, violência física, violência moral e violência psicológica. Confira a seguir  algumas formas de agressões que são consideradas violência doméstica no Brasil:

Humilhar, xingar e diminuir a autoestima
Agressões como humilhação, desvalorização moral ou deboche público em relação a mulher constam como tipos de violência emocional.

Tirar a liberdade de crença
Um homem não pode restringir a ação, a decisão ou a crença de uma mulher. Isso também é considerado como uma forma de violência psicológica.

Fazer a mulher achar que está ficando louca
Há inclusive um nome para isso: o gaslighting. Uma forma de abuso mental que consiste em distorcer os fatos e omitir situações para deixar a vítima em dúvida sobre a sua memória e sanidade.

Controlar e oprimir a mulher
Aqui o que conta é o comportamento obsessivo do homem sobre a mulher, como querer controlar o que ela faz, não deixá-la sair, isolar sua família e amigos ou procurar mensagens no celular ou e-mail.

Expor a vida íntima
Falar sobre a vida do casal para outros é considerado uma forma de violência moral, como por exemplo vazar fotos íntimas nas redes sociais como forma de vingança.

Atirar objetos, sacudir e apertar os braços
Nem toda violência física é o espancamento. São considerados também como abuso físico a tentativa de arremessar objetos, com a intenção de machucar, sacudir e segurar com força uma mulher.

Forçar atos sexuais
Não é só forçar o sexo que consta como violência sexual. Obrigar a mulher a fazer atos sexuais que causam desconforto ou repulsa, como a realização de fetiches, também é violência.

Impedir a mulher de prevenir a gravidez ou obrigá-la a abortar
O ato de impedir uma mulher de usar métodos contraceptivos, como a pílula do dia seguinte ou o anticoncepcional, é considerado uma prática da violência sexual. Da mesma forma, obrigar uma mulher a abortar também é outra forma de abuso.

Controlar o dinheiro ou reter documentos
Se o homem tenta controlar, guardar ou tirar o dinheiro de uma mulher contra a sua vontade, assim como guardar documentos pessoais da mulher, isso é considerado uma forma de violência patrimonial.

Quebrar objetos da mulher
Outra forma de violência ao patrimônio da mulher é causar danos de propósito a objetos dela, ou objetos que ela goste.

* Com informações da Prefeitura de Guarulhos e portal do Governo Federal

Comunicação do SINDIGRU/CUT

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