Aeroviários na Avianca Guarulhos repudiam proposta de parcelamento de verbas rescisórias

O Sindigru informou sobre o processo de recuperação judicial pelo qual passa a empresa desde dezembro e sobre a criação de um canal de comunicação

Por: Viviane Barbosa, Redação Sindigru - Publicação: 07/02/2019
Assembleias realizadas nos turnos da manhã e tarde no GRU Airport - fotos: Sindigru - Montagem: Mídia Consulte - Baixar Imagem

Os aeroviários e aeroviárias que trabalham na Avianca no Aeroporto Internacional de São Paulo em Guarulhos rejeitaram a proposta da empresa em parcelar as verbas rescisórias em casos de eventuais demissões. 

A decisão foi aprovada em assembleias, convocadas pelo Sindicato dos Aeroviários de Guarulhos (Sindigru), no dia (5), que reuniram trabalhadores e trabalhadoras nos turnos da manhã e tarde no Aeroporto.

Segundo o presidente do Sindigru, Rodrigo Maciel, os trabalhadores não aceitaram essa possibilidade por que a empresa declarou em reunião com o Sindicato que as demissões seriam mínimas e não em massa e, portanto, não estariam relacionadas à recuperação judicial.

O Sindigru informou aos trabalhadores sobre o processo de recuperação judicial da empresa.

“Todos os trabalhadores estão em alerta e informamos que foi criado um canal de comunicação do Sindicato com a categoria para que sejamos organizados na hora de atuar”, disse Maciel.

Recuperação judicial 

A Avianca, quarta maior companhia aérea do país, entrou com pedido de recuperação judicial em dezembro de 2018, após anos de crescentes prejuízos e atrasos em pagamentos de aeronaves.

O pedido de recuperação, ao mesmo tempo em que protege os credores, não cobre arrendamentos, que são a fonte de toda a frota de 46 aeronaves da empresa.
Em matérias veiculadas na imprensa, a empresa apresentou à Justiça, no último dia 1º de fevereiro, seu plano de recuperação judicial.

Segundo as apurações da imprensa, a proposta da companhia aérea é criar uma "Unidade Produtiva Isolada" - espécie de empresa que ficaria com os direitos de pousos e decolagens (no jargão do setor, slots) da Avianca, além dos aviões arrendados - e leiloá-la. 

Ainda de acordo com a mídia, essa nova empresa não herdaria as dívidas da aérea e receberia um aporte de US$ 75 milhões de algumas instituições, entre elas o fundo americano Elliott Management - que é credor dos irmãos Efromovich, donos da Avianca, em outros negócios.

O Sindigru se habilitou como parte no processo da recuperação judicial. Até abril, o Sindicato convocará a categoria para novas assembleias que irão debater a participação na questão dos credores.
 

Comunicação do SINDIGRU/CUT

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