Campanha Salarial: “Proposta do SNEA é inviável para os aeronautas e aeroviários”, frisa FENTAC/CUT

Aéreas oferecem 0% de reajuste salarial em troca de “suposta” garantia nos empregos

Por: Vanessa Barboza, Redação Sindigru/CUT - Publicação: 10/12/2015
Rodada de negociação Aeronautas e Aeroviários - Vanessa Barboza/Mídia Consulte - Baixar Imagem

Após determinação do ministro do Tribunal Superior do Trabalho (TST), Ives Gandra da Silva Martins Filho, foi retomada nesta quinta-feira (10) as negociações da Campanha Salarial dos aeronautas e aeroviários filiados à Federação Nacional dos Trabalhadores em Aviação Civil da CUT (FENTAC) com o Sindicato Nacional das Empresas Aéreas (SNEA). A rodada aconteceu na sede da bancada patronal, no bairro do Ibirapuera, em São Paulo.

Na ocasião, o Sindicato patronal, que representa as empresas Gol, TAM, Azul e Avianca, por meio do presidente da Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), Eduardo Sanovicz, apresentou a proposta de 0% de reajuste nos salários em troca de uma “suposta” garantia de manutenção dos empregos até a próxima data-base das categorias, 1º de dezembro de 2016.

A proposta foi rechaçada de forma unânime pela bancada dos trabalhadores que fez um questionamento a respeito da rotatividade no setor.  “Mais de 1700 postos de trabalho foram fechados no País. Não há um esforço das empresas quando elas garantem estabilidade, pois a rotatividade é uma realidade no setor, pontuou o presidente da FENTACSergio Dias.

Proposta inviável

O presidente do Sindicato Nacional dos Aeronautas (SNA), Comandante Adriano Castanho, reforçou que esse tipo de proposta é inviável. “Os trabalhadores vão perder a reposição salarial, que é direito, e vão se sentir ameaçados, pois não haverá garantia nos salários. Além disso, para o aeronauta, a demissão ocorre por fatores diferenciados como falha técnica, portanto, essa garantia de emprego não existe para a categoria”, explica.

Para o presidente do Sindicato dos Aeroviários de Guarulhos (Sindigru), Rodrigo Maciel, a proposta também não contempla os trabalhadores em solo.  “Já não existe um número suficiente de funcionários para dar conta do trabalho, o que gera uma precarização da mão de obra. Independente das condições, a categoria produziu e tem que receber o que é direito”, ressalta.

Já o presidente do Sindicato Nacional dos Aeroviários (SNA), Luiz da Rocha Cardoso Pará, pontuou que será difícil segurar a categoria. “Com uma proposta dessa, a resposta dos trabalhadores será cruzar os braços”, alerta.

Salários rebaixados

Durante a reunião, o técnico do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) na FENTAC/CUT, Mahatma Ramos, também reforçou os dados de crescimento no setor e fez um importante apontamento sobre o ganho real. “A categoria precisou de 12 anos para acumular uma conquista de ganhos reais de 9,79%. Ou seja, apenas os trabalhadores que permanecem na categoria desde 2003 conseguiram tais ganhos. A proposta das empresas impõe uma derrota a todas essas conquistas, pois somados à rotatividade que rebaixa os salários, a categoria demoraria mais de uma década para recuperar o poder de compra nos salários”, concluiu.

Equilíbrio

Sergio Dias, presidente da FENTAC/CUT, defende a construção de uma proposta equilibrada.  “A bancada patronal alega que essa proposta de estabilidade é uma novidade. No entanto, os trabalhadores já sofrem com a rotatividade no setor e salários rebaixados. Precisamos construir um acordo que avance de forma sustentável a favor dos trabalhadores para que possamos evoluir na negociação”, disse Dias.

Próxima rodada

A próxima rodada de negociação entre a FENTAC e o SNEA está agendada para o dia 17 de dezembro, quinta-feira, na sede do Sindicato patronal, em São Paulo.

Prazo TST

Conforme determinação do TST, as negociações deverão ser concluídas até o dia 22 de janeiro de 2016.

Na ocasião, o Sindicato patronal, que representa as empresas Gol, TAM, Azul e Avianca, por meio do presidente da Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), Eduardo Sanovicz,  fez  uma proposta que consiste em garantir os empregos no setor até a próxima data-base das categorias, 1º de dezembro de 2016, com 0% de reajuste nos salários. 

A proposta foi rechaçada de forma unânime pela bancada dos trabalhadores que fez um questionamento a respeito da rotatividade no setor.  “Mais de 1700 postos de trabalho foram fechados no País. Não há um esforço das empresas quando elas garantem estabilidade, pois a rotatividade é uma realidade no setor, pontuou o presidente da FENTAC, Sergio Dias.

Proposta inviável

O presidente do Sindicato Nacional dos Aeronautas (SNA), Comandante Adriano Castanho, reforçou que esse tipo de proposta é inviável. “Os trabalhadores vão perder a reposição salarial, que é direito, e vão se sentir ameaçados, pois não haverá garantia nos salários. Além disso, para o aeronauta, a demissão ocorre por fatores diferenciados como falha técnica, portanto, essa garantia de emprego não existe para a categoria”, explica.

Para o presidente do Sindicato dos Aeroviários de Guarulhos (Sindigru), Rodrigo Maciel, a proposta também não contempla os trabalhadores em solo.  “Já não existe um número suficiente de funcionários para dar conta do trabalho, o que gera uma precarização da mão de obra. Independente das condições, a categoria produziu e tem que receber o que é direito”, ressalta.

Já o presidente do Sindicato Nacional dos Aeroviários (SNA), Luiz da Rocha Cardoso Pará, pontuou que será difícil segurar a categoria. “Com uma proposta dessas, a resposta dos trabalhadores será cruzar os braços”, alerta.

Salários rebaixados

Durante a reunião, o técnico do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) na FENTAC/CUT, Mahatma Ramos, também reforçou os dados de crescimento no setor e fez um importante apontamento sobre ganho real. “A categoria precisou de 12 anos para acumular uma conquista de ganhos reais de 9,79%. Ou seja, apenas os trabalhadores que permanecem na categoria desde 2003 conseguiram tais ganhos. A proposta das empresas impõe uma derrota a todas essas conquistas, pois somados a rotatividade que rebaixa salários, a categoria demoraria mais de uma década para recuperar uma redução salarial dessa magnitude”, concluiu. 

Equilíbrio

Sergio Dias, presidente da FENTAC/CUT, defende a construção de uma proposta equilibrada.  “A bancada patronal alega que essa proposta de estabilidade é uma novidade. No entanto, os trabalhadores já sofrem com a rotatividade no setor e salários rebaixados. Precisamos construir um acordo que avance de forma sustentável a favor dos trabalhadores para que possamos evoluir na negociação”, disse Dias.

Próxima rodada

A próxima rodada de negociação entre FENTAC e SNEA está agendada para o dia 17 de dezembro, quinta-feira, na sede do Sindicato patronal, em São Paulo.

Prazo TST

Conforme determinação do ministro do Tribunal Superior do Trabalho (TST), Ives Gandra da Silva Martins Filho, as negociações deverão ser concluídas até o dia 22 de janeiro de 2016.

 

Comunicação do SINDIGRU/CUT

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