Sindigru assina Convenção Coletiva de Trabalho com Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias

Os aeroviários conquistaram diante de uma conjuntura difícil o reajuste de 2,45% nos salários, pisos e demais benefícios econômicos

Por: Redação Sindigru - Publicação: 12/12/2017
Presidente do Sindigru, Rodrigo Maciel, assina CCT com SNEA - foto: Vanessa Barboza/Mídia Consulte - Baixar Imagem

O Sindicato dos Aeroviários de Guarulhos (Sindigru) e a Federação Nacional dos Trabalhadores em Aviação Civil da CUT (FENTAC) assinaram a renovação da Convenção Coletiva de Trabalho 2017/2018 com o Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias (SNEA) nesta terça-feira (12).

Durante a assinatura, os sindicalistas repudiaram a conduta da LATAM Airlines do Uruguai, que demitiu 34 aeroviários, no Aeroporto de Montevidéu, na segunda-feira (11).  

Segundo informações da Associação de Funcionários das Companhias Aéreas Estrangeiras (AFCAE), as demissões pegaram os trabalhadores de surpresa e foram feitas sem consulta ao Sindicato. Os dirigentes exigiram uma resposta da companhia aérea até sexta-feira (15) sobre as razões dessas demissões arbitrárias.

Reajuste acima da inflação 

Os aeroviários conquistaram diante de uma conjuntura difícil, com leis e reformas (Terceirização e Reforma Trabalhista) que atacam e retiram direitos da classe trabalhadora, o reajuste de 2,45% (INPC de 1,95% da data-base 1º de dezembro e 0,5% de aumento real)  nos salários, pisos e demais benefícios econômicos.

Outro avanço foi a manutenção de todos os direitos conquistados com muita luta nas Convenções Coletivas de Trabalho, assegurando nenhum prejuízo em suas conquistas sociais. "Fechamos nossa data-base no mês de dezembro e isso para nós é vitorioso. Esse resultado só foi possível com muita luta, organização,  mobilização nos locais de trabalho e nas redes sociais realizados pelos sindicatos filiados", destaca a Direção da FENTAC.

Empresas tentaram reduzir direitos

Negociar diante dessa conjuntura de ataques aos direitos foi extremamente difícil. Foram realizadas cinco rodadas de negociação com as empresas aéreas, e a última que resultou na proposta com ganho real e manutenção dos direitos foi construída após um intenso e longo debate entre a FENTAC e o SNEA. 

Nas quatro primeiras rodadas, as empresas apresentaram uma pauta prejudicial aos direitos dos aeroviários, com o interesse em alterar as normas de regulação de trabalho em temas como: jornada de trabalho, formas de contratação e rescisão/homologação de trabalho, negociação sindical e auxílios já conquistados pela categoria. Além de terem proposto apenas a reposição da inflação.

Defesa intransigente

A FENTAC e os sindicatos filiados fizeram a defesa intransigente dos direitos históricos e seguiram firme na luta pela valorização dos profissionais. Os aeroviários deram resposta nas  assembleias ao rejeitarem qualquer tipo de retrocesso.  "A nossa unidade e solidariedade foram fundamentais para evoluirmos nesta proposta de aumento real e vamos continuar trilhando nesse caminho", destaca Direção da Federação.

Ganho real da aviação foi superior a média nacional

Levantamento do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) mostra que  60% dos acordos  analisados no primeiro semestre de 2017 conquistaram aumento real. Fizeram parte do estudo os reajustes de 300 unidades de negociação de empresas privadas e estatais dos setores da Indústria, do Comércio e dos Serviços em todo o território nacional. 

Os resultados obtidos representam melhora em comparação aos anos de 2016 e 2015; maior concentração dos ganhos reais está na faixa de até 0,5% pontos percentuais acima da inflação, destacando aí a aviação! 
O ganho real conquistado pelos aeroviários e aeronautas foi superior à média nacional.

Comunicação do SINDIGRU/CUT

Jornalista Responsável: Viviane Barbosa Mtb-28121
Redatora: Vanessa Barboza Mtb-74572
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