Campanha Salarial: Empresas aéreas apresentam proposta insuficiente para os aeroviários

Negociação continua no dia 31 de outubro, na sede da entidade patronal

Por: Redação Sindigru - Publicação: 25/10/2017
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Dirigentes  do Sindigru, da Federação Nacional dos Trabalhadores em Aviação Civil (FENTAC) e dos Sindicatos filiados participaram na tarde de terça-feira (24) da segunda rodada de negociação da Campanha Salarial dos Aeroviários e Aeronautas, no hotel Nobile Congonhas, na zona sul da capital paulista. 

Neste ano, as negociações da Campanha estão sendo realizadas de forma unificada entre FENTAC e a Federação Nacional dos Trabalhadores em Transportes Aéreos (FNTTAA). 

Durante a rodada, a bancada patronal propôs  a reposição da  inflação,  cujo acumulado de 12 meses da data-base das categorias (1º de dezembro) está em torno de 2,16%, segundo estimativa do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), medido pelo IBGE.

Para os dirigentes, a proposta é “insuficiente” e justificaram que dados recentes do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) apontam um forte  desempenho neste ano da aviação.

Durante a negociação, a socióloga e  técnica do Dieese no Escritório Regional São Paulo, Camila Ikuta, apresentou ao SNEA estudos que mostram melhoras significativas no setor aéreo em 2017.

“Houve um aumento forte da demanda de passageiros por quilômetro voado e da oferta, ao mesmo tempo em houve demissão de postos de trabalho, o que acarretou aumento da produtividade do trabalho nestas companhias aéreas no setor aéreo como um todo. Por isso, somente a obtenção do INPC não é suficiente” pontuou.

Ainda segundo a técnica, nos últimos seis anos, os aeroviários e aeronautas só tiveram 1% de ganho real acumulado; enquanto o crescimento da demanda nesse período das empresas foi de  30% e da produtividade em mais de 40%. "Como notamos existe uma dificuldade em equipar todo esse ganho que os trabalhadores deram para o setor", explica a socióloga.

Só nos primeiros sete meses deste ano  foram extintos 590 postos de trabalho. Em 2016 foram perdidos 4.656 postos, 6,8% de queda em relação a 2015. Os custos com o pessoal representavam 15,3% das receitas das empresas em 2016.

60% das categorias profissionais no 1º semestre obtiveram ganho real

Outro dado apresentado pelo Dieese que reforça que as empresas aéreas têm condições em pagar além do INPC integral o ganho real nos salários refere-se às negociações salariais no primeiro semestre deste ano. Segundo o órgão, das 300 negociações salariais realizadas 60% conquistaram ganho real nos salários.

“Os dados do Dieese comprovam que as empresas melhoraram muito seu desempenho econômico. Essa melhora justifica que, além da reposição da inflação, as empresas podem avançar e construir uma proposta com ganho real para os trabalhadores, inclusive para compensar a produtividade do setor que o trabalhador da aviação sabe, que nas últimas demissões no setor, a produtividade aumentou muito. Vamos continuar a luta por 5% de reajuste salarial”, frisa o secretário-geral da FENTAC e diretor dos Aeroviários de Porto Alegre, Celso Klafke.

Termo de Garantia de Data-base

Durante a negociação, as Federações de Trabalhadores cobraram do SNEA uma posição sobre o Termo de Garantia de Data-base, entregue na primeira rodada, que propõe o compromisso de as empresas manterem todos os direitos conquistados na data-base até o final da negociação.

 A bancada patronal propôs que só assinaria esse Termo se tivesse a validade até 1º de março de 2018 e os sindicalistas não aceitaram esse condicionamento.

"Como nós não pretendemos passar do mês de novembro a nossa negociação, seria contraditório aceitar uma garantia apenas até março. As empresas não assinaram o Termo. Vamos deixar essa discussão mais para o final do mês de novembro", explica Klafke.

O sindicalista disse que se as empresas não assinarem nenhuma garantia de data-base e não chegar a um bom termo de negociação, os aeroviários e aeronautas "darão uma resposta forte". "Até o final de novembro, se as empresas não mudarem essa posição tomaremos providências", finaliza o dirigente.

Próximas rodadas 

Na próxima rodada agendada para o dia 31 de outubro, as Federações esperam que o SNEA entre na pauta social e avance na proposta econômica com ganho real.

Também estão agendadas rodadas nos dias 7 e 21 novembro. Todas estão previstas para acontecer às 14h30 em locais a serem combinados entre as entidades.



 

Comunicação do SINDIGRU/CUT

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