Sindigru e CUT-SP pressionam deputados no Aeroporto por votos a favor da denúncia contra Temer

Orisson e Assis participaram do protesto em Congonhas

Por: Rede Brasil Atual - Publicação: 01/08/2017
Dirigentes abordam deputados no Aeroporto de Congonhas em São Paulo - Baixar Imagem

Integrantes da CUT-SP e movimentos sociais que compõem a Frente Brasil Popular realizaram um protesto no aeroporto de Congonhas, na capital paulista, nesta terça-feira (1º), para pressionar o deputados que se dirigem a Brasília para que votem a favor da aceitação da denúncia contra o presidente Michel Temer. Em tom bem-humorado, eles também denunciaram o esforço do governo para "comprar" deputados com a liberação de emendas. 

Os dirigentes do Sindigru, Orisson Melo e José de Assis Pereira também participaram do movimento.

Desde as primeiras horas da manhã, os participantes do protesto abordavam os passageiros, com notas falsas de dinheiro na mão e uma mala simbolizando os R$ 500 mil reais da JBS recebidos por Rodrigo Rocha Loures, homem de confiança de Temer. Eles também ofereciam "deputados à venda" aos viajantes que passavam pelo aeroporto.

Para que o presidente seja investigado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), são necessários 342 votos a favor do prosseguimento da denúncia por corrupção passiva elaborada pela Procuradoria-Geral da República (PGR), a partir das delações dos donos e executivos da JBS. Temer pretende barrar a denúncia em votação que deve ocorrer nesta quarta-feira (2) na Câmara dos Deputados.

"A gente quer que o Temer seja afastado, e não só ele, mas toda a equipe dele, para que a gente tenha eleições diretas", afirmou o secretário-geral da CUT-SP, João Cayres. Já o vice-presidente da entidade, Valdir Fernandes, o Tafarel, espera que os deputados tenham "sensibilidade" de votar a favor do prosseguimento da denúncia.

Segundo o senador Humberto Costa (PT-PE), que passou pelo saguão do aeroporto, a expectativa para a votação da denúncia contra Temer "não é positiva", já que o governo está voltado exclusivamente para barrar a denúncia.

Por outro lado, o parlamentar diz acreditar que o governo tem fôlego para barrar apenas essa primeira denúncia. "Da segunda em diante, só um suicida votaria para salvar Temer", afirmou o senador, em alusão a prováveis novas denúncias a serem apresentadas pela PGR contra o presidente.

Para o petroleiro Alexandre Castilho, que esteve presente no protesto no aeroporto de Congonhas, o atual governo "golpista" está promovendo "compra de votos descarada", por meio da liberação de emendas parlamentares, para se manter no poder e seguir implementando projetos que retiram direitos dos trabalhadores, em ação que ele classifica como "imoral". 

Ele afirmou que o protesto "incomodou" inúmeras pessoas que passavam pelo aeroporto a trabalho e são favoráveis à pauta de retirada de direitos do governo Temer, mas também recebeu o apoio de outra parcela significativa dos passageiros, que também emitiam palavras de ordem contra o atual presidente. 

Comunicação do SINDIGRU/CUT

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