Sindicato apura e cobra denúncias na Gol e Gollog

Queixas mostram truculência de supervisores que têm desrespeitado os direitos

Por: Viviane Barbosa, Redação Sindigru - Publicação: 02/05/2017
Arte: Marcio Baraldi - Baixar Imagem

O Sindigru está preocupado e atento às inú- meras reclamações dos trabalhadores (as) na Gol e Gollog, no Aeroporto de Guarulhos. Entre as principais queixas estão a preferência em promover para cargos de supervisão pessoas que vieram de outras empresas. Uma falta de reconhecimento com os trabalhadores na Gol que estão há muitos anos se dedicando à empresa e, com razão, se sentem desmotivados.

Diante disso, inúmeras denúncias foram relatadas no canal de ética da companhia. Em reunião com o Sindicato, a empresa se comprometeu a averiguar as denúncias e os casos de nepotismo, estamos de olho!

Abuso de poder

Outra reclamação refe- re-se ao “abuso do poder” de alguns supervisores, que estão fazendo os funcioná- rios trabalharem de forma irregular!

Há relatos preocupantes que eles terminam sua jor- nada de trabalho, realizan- do cursos de durações de até 6 horas, retornam para suas casas e voltam pra trabalhar às 22h, no mesmo dia! As horas de descanso não estão sendo respeitadas.

Além disso, são obrigados a baterem o cartão de ponto na saída para continuar trabalhando para não gerar horas extras!

O Sindigru já relatou as denúncias para a Gol e a mesma proibiu esse tipo de conduta, estamos de olho! Ameaças de redução de horas, salário e benefícios com a chegada dos part- -times também são outras denúncias que estão sendo apuradas pelo Sindicato.

Assédio moral e cobrança irregular

Outra denúncia grave é o assédio moral que tem sido praticado por supervisores e líderes, que agem com truculência com os trabalhadores. O Sindigru não aceita esse tipo de conduta e já orientou a todos na Gol a denunciarem!

Já na Gollog, trabalha- dores da loja estão sendo ameaçados com punições por alguns supervisores e líderes, caso não cobrem a diferença de caixa. Diante da situação, a Gol soltou comunicado interno infor- mando que nenhum fun- cionário poderá fazer qual- quer reembolso de quebra de caixa, inclusive na Gol- log, estamos de olho!

Outro fato grave é não terem uma gaveta para colocar o dinheiro. Isso acaba obrigando os trabalhadores a guardarem em seus bolsos, uma situação desconfortante, sendo que é obrigação da empresa fornecer condições adequadas e se- guras de trabalho.

Erro de gestão

O Sindigru recebeu denúncia que os despachantes técnico (DT) e operacional de voo (DOV) têm sido obri- gados a trabalhar cada dia em um horário. Imagina trabalhar em um setor onde o gestor vai contra a pró- pria determinação da empresa de estipular horários fi- xos aos seus funcionários? Os DT’s e os DOV’s têm sido obrigados a cumprirem diversos horários no mesmo mês!

Essa é a chamada jornada móvel e variável, uma medida irregular que tem sido adotada por alguns ges- tores para tentar burlar a Consolidação das Leis Traba- lhistas (CLT).

A Justiça entende que isso é ilegal, porque o con- trato de trabalho tem que ser certo e determinado e o empregador não pode transferir para o trabalhador os riscos do negócio.

O Sindicato levou a denúncia à empresa e aguarda posicionamento da Gol.

Comunicação do SINDIGRU/CUT

Jornalista Responsável: Viviane Barbosa Mtb-28121
Redatora: Vanessa Barboza Mtb-74572
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