Sindigru denúncia precarização da mão de obra dos trabalhadores na aviação

Dirigentes do Sindicato participaram de audiência pública promovida pelo vereador, Maurício Brinquinho (PT), na Câmara de Guarulhos

Por: Vanessa Barboza, Redação Sindigru - Publicação: 20/04/2017
Maciel durante audiência (Foto: Vídeo) - Baixar Imagem

Dirigentes do Sindigru participaram na quarta (19), na Câmara de Guarulhos, de audiência pública para debater o trabalho análogo à escravidão e a precarização da mão de obra. A  audiência foi promovida pelo vereador e presidente da Comissão de Estudos Especiais (CEE) sobre precarização do trabalho, Maurício Brinquinho (PT/GRU). 

A reunião lotou o auditório da Câmara e contou com a participação de trabalhadores de diversos ramos da cidade de Guarulhos. 

Em sua fala, o presidente do Sindigru, Rodrigo Maciel, falou a ação realizada no GRU Airport na tarde de quarta (19)  para alertar os passageiros sobre a precarização da mão de obra do mecânico de aeronave com a entrega do material “Cuidado! Seu Voo Corre Risco”, elaborado pela Frente Nacional para Manutenção da  Aviação Segura (FNMAS).  

“ A precarização do trabalho pode custar a vida de muitas pessoas, usuários do transporte aéreo brasileiro e trabalhadores na aviação. Não podemos deixar que o lucro do capital fale mais alto”, alertou Maciel. 

A publicação é uma iniciativa da Federação Nacional dos Trabalhadores em Aviação Civil da CUT (FENTAC) em conjunto com os Sindicatos  dos Aeroviários de Guarulhos, Pernambuco, Porto Alegre e o Nacional dos Aeroviários.

Também apoiam a iniciativa a Federação Nacional dos Trabalhadores em Transportes Aéreos da Força Sindical (FNTTA), a Associação Brasileira de Mecânicos de Manutenção de Aeronaves (ABMMA), o Sindicato Nacional dos Aeronautas (SNA), a Federação Internacional dos Trabalhadores em Transportes (ITF) e a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transporte e Logística da CUT (CNTTL). 

Terceirização e precarização 

Maciel destacou também o estudo encomendado pela FENTAC, feito pelo Centro de Estudos Sindicais e Economia do Trabalho da Unicamp (Cesit), que revela os impactos do trabalho terceirizado na aviação civil no Brasil.

Um dado alarmante do levantamento aponta que a grande maioria dos trabalhadores terceirizados desempenha as atividades-fim da companhia aérea, ou seja, trabalham no mesmo ambiente dos efetivos e recebem em média 40% do salário de um trabalhador efetivo. Além disso, os terceirizados estão expostos a jornadas de trabalho maiores, que consequentemente tem causado adoecimento da mão de obra.  

O presidente do Sindigru solicitou também que a Comissão faça uma visita ao GRU Airport e verifique as condições de trabalho no aeroporto. “Nós temos condições precárias que atingem os trabalhadores, mas, infelizmente, só com greve que atingimos resultados. A administradora do aeroporto cria barreiras para que ninguém verifique o que está acontecendo, mas não vamos nos calar diante dos fatos que atingem os aeroviários”, finalizou Maciel.  

Comunicação do SINDIGRU/CUT

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