"Greve Geral é o caminho para barrar ataques aos direitos do governo Temer", reforçam mulheres na aviação

Tema foi assunto do Seminário Mulheres na Aviação, promovido pela FENTAC/CUT e realizado no auditório do Sindigru

Por: Viviane Barbosa, Redação Sindigru - Publicação: 07/04/2017
Mulheres de todas as partes do Brasil vieram ao evento no Sindigru (Foto: Dino Santos/Mídia Consulte) - Baixar Imagem

Intensificar a luta pela manutenção dos direitos trabalhistas e em defesa da previdência pública, que hoje correm risco no Brasil com o governo ilegítimo de Temer, marcou os discursos na abertura do 1º Seminário de Formação em Negociação Coletiva para Mulheres da Aviação da FENTAC/CUT realizada na quarta-feira (5).  A atividade aconteceu no auditório do Sindigru e terminou na quinta (6).

O presidente da FENTAC, Sergio Dias, disse que o Seminário é uma iniciativa para empoderar as mulheres, que é importante nesse momento de ataques aos direitos. Ele elogiou a companheira, Débora Cavalcanti, diretora da Federação e do Sindigru, e passou simbolicamente à presidência da Federação para ela, em razão do seu empenho pela organização do evento, que reúne mulheres aeroportuárias, aeronautas e aeroviárias de várias regiões do país.

Mara Meiry, aeroportuária de Uberlândia (MG) e Secretária da Mulher da CNTTL/CUT, falou que teve a iniciativa de propor esse Seminário, após ter feito um curso na ITF (Federação Internacional dos Trabalhadores em Transportes), constatando que a falta de mulheres nas mesas de negociação e que sua formação é fragilizada.

Mara Meyre em fala na mesa de abertura (Foto: Dino Santos/Mídia Consulte)

“Não podemos deixar nossas demandas só nas mãos dos homens. Temos que nos empoderar, estar presentes nas negociações com capacitação e qualificação.”

Mara contou que esse Seminário também será realizado para as mulheres dos modais de transporte da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes e Logistíca (CNTTL/CUT).

Selma e Graziela
O presidente do Sindigru, Rodrigo Maciel, fez um agradecimento  especial às companheiras, Selma Balbino, aeroviária e diretora da FENTAC e do Sindicato Nacional dos Aeroviários, e Graziella Baggio, comissária de voo aposentada na antiga Vasp e ex-presidenta do Sindicato dos Aeronautas (SNA), hoje ela é porta-voz na Federação no Fundo Aerus. 

“Essas duas companheiras têm experiência no movimento sindical da aviação, contribuíram muito na luta para melhorar e ampliar nossos direitos. Elas são exemplos para todos nós na aviação”, disse.

No final de sua fala, Maciel presenteou as participantes no Seminário, com o seu livro “Quem serão os Aeroviários”, obra que teve apoio da FENTAC.

Rumo à Greve Geral 

Os dirigentes também convocaram as mulheres na aviação para participarem da Greve Geral, convocada pela CUT, demais centrais sindicais e movimentos sociais, no próximo dia 28 de abril.
A paralisação  faz parte de uma ação estratégica para mandar um novo recado ao governo ilegítimo de Temer que a classe trabalhadora não aceitará as propostas de reformas da Previdência, que acaba com a aposentadoria pública, a Trabalhista, que rasga a CLT e a Terceirização geral e irrestrita que precarizará ainda mais as relações de trabalho.

“No dia 10 de abril realizaremos uma reunião grande Plenária do setor de transportes, em São Paulo, das principais centrais sindicais para organizar a greve geral noo dia 28. É importantíssimo que os aeroviários, os aeroportuários e aeronautas se somem a essa luta conosco”, disse o Secretário de Saúde da CUT/SP e diretor da CNTTL/CUT, Wagner Menezes, o Marrom.

A Secretária da Mulher da CUT Nacional, Junéia Martins, elogiou a iniciativa da FENTAC em promover o Seminário e disse que o setor aéreo é estratégico e terá peso fundamental na paralisação nacional.  

“Primeiramente, Fora, Temer! É um momento decisivo pra todos nós, que exige luta e resistência. Parar um dia, pode significar ter qualidade de vida para os próximos 50 anos”, frisa.

Eduardo Lírio Guterra, diretor da Executiva da CUT e vice-presidente da CNTTL, falou que o Seminário da Mulher é importante para o empoderamento não só nas negociações nas campanhas salariais, mas também nas lutas do dia a dia.

“A política de Temer é acabar com todas as conquistas da classe trabalhadora, o fato de igualar a idade da aposentadoria entre homens e mulheres é um exemplo, que será totalmente prejudicial para as mulheres, por isso, a luta é permanente”.


Dina e João Cayres (secretário Geral da CUT/SP) - foto: Dino Santos

Encontro Latam no Brasil
A coordenadora da Rede Latam/ITF, a aeronauta argentina, Dina Feller, também prestigiou o Seminário das Mulheres.  Ela socializou que o Sindigru sediará o primeiro encontro da Rede Sindical da Latam no Brasil e que a ITF tem investido na formação e qualificação das mulheres.

“Iniciamos em 2016 um projeto de empoderamento, que tem como referência a experiência de 20 anos da Unifor, central sindical canadense, que é pioneira. Já fizemos um curso no Nepal (Ásia) que reuniu duas companheiras peruanas. Queremos ampliar esse projeto em nível global, debater o combate à violência contra a mulher no trabalho e lutar por cláusulas nas Convenções Coletivas de Trabalho”, frisa.

Mulheres empoderadas podem mais 

A fala da Secretária de Políticas Sindicais da CNTTL e rodoviária no ABC paulista, Cleide Tameirão, emocionou as sindicalistas aeroviárias, aeroportuárias e aeronautas durante o Seminário, na tarde de quarta-feira (5).

Cleide falou sobre a necessidade de as mulheres atuarem de forma mais incisiva no movimento sindical. 

“ Sou motorista e única mulher na direção do Rodoviários do ABC. Quando a mulher chega ao movimento sindical se não lutar é vista como um vaso de flor. Sofremos muito preconceito e temos que provar que merecemos estar ali. Tive que provar que vim para somar e fazer a luta na garagem”, relembra.

Debora e Cleide (Foto: Dino Santos/Mídia Consulte)

A sindicalista reforçou que as mulheres precisam participar mais ativamente das ações do sindicato, como nas assembleias. “Temos que colocar as nossas reivindicações em pauta e fazer valer as nossas diferenças. Mulheres empoderadas e de luta podem mais”, conclama.   

Sobre as reformas propostas pelo governo golpista de Temer, Cleide foi enfática. “Isso é desmonte, não é reforma! Temos que lutar juntas contra esses retrocessos que nos afetarão de forma nefasta”, finaliza.

Comunicação do SINDIGRU/CUT

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