Campanha Salarial: FENTAC/CUT repudia rompimento do Sindicato Nacional das Empresas Aéreas

Em nota, a Federação reforça que a posição das empresas que procuraram o TST para dialogar é um desrespeito à livre negociação

Por: Viviane Barbosa, Redação FENTAC - Publicação: 24/11/2015 às 17:52 - Atualização: 25/11/2015 às 11:25
Da esquerda para direita: Orisson Melo, diretor do Sindigru e FENTAC, Sergio Dias, presidente da FENTAC, Assis, diretor do Sindigru, Erivaldo, diretor do Sindaero/Recife, Rodrigo Maciel, presidente do Sindigru, e Celso Klafke, diretor do Sindicato dos Aer - Baixar Imagem

A Federação Nacional dos Trabalhadores em Aviação Civil da CUT (FENTAC/CUT), entidade que representa cerca de 70 mil aeroviários e aeronautas em todo País, está indignada com a posição unilateral tomada pela bancada patronal do Sindicato Nacional das Empresas Aéreas (SNEA), que representa as companhias aéreas TAM, Gol, Avianca e Azul.

A Federação tomou conhecimento na véspera da 3ª rodada da Campanha Salarial, prevista para esta terça-feira (24), por telefone, pelo negociador do SNEA, senhor Odilon Junqueira, de que não haveria rodada em razão que a bancada patronal estava solicitando uma mediação das negociações no Tribunal Superior do Trabalho (TST).

Para a FENTAC/CUT, essa posição do SNEA é lamentável e representa uma quebra a todas as regras da livre negociação. Tal atitude também demonstra a incapacidade de negociar, já que as empresas consultaram primeiro o TST, sem antes conversar com a bancada dos trabalhadores.

As negociações com o SNEA iniciaram em outubro e até agora as empresas áreas não apresentaram nenhuma proposta econômica para a bancada dos trabalhadores e insistem no velho e repetitivo discurso de que não têm recursos para reajustar os salários dos aeroviários e aeronautas. As categorias defendem o reajuste de 15% nos salários, 20% nos pisos e nos demais benefícios, além de melhorias nas condições de trabalho.

Não há crise na aviação

A desculpa da crise não decola na aviação quando se analisa o setor no Brasil. Levantamento da Subseção do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) na FENTAC revela que as aéreas não têm do que reclamar.

Desde 2000, a aviação no Brasil vem registrando aumento de passageiros transportados e quem está garantindo esse bom desempenho é o trabalho dos aeroviários e aeronautas, que são responsáveis pelo segurança dos voos.

Mesmo com a queda do Produto Interno Bruto (PIB), soma de todas as riquezas produzidas por uma nação, neste primeiro semestre, as linhas domésticas e internacionais, operadas pelas empresas brasileiras, registraram 26 meses consecutivos de expansão da demanda. Até o câmbio, considerado um vilão pelas empresas, beneficiou a indústria da aviação graças à manutenção da valorização do real nos últimos anos, decorrente do gasto de recursos públicos pelo Banco Central. Além disso, um estudo divulgado pela Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear) revela que as empresas tiveram uma redução nos custos de 28%!.

FENTAC/CUT defende que as condições de trabalho e o salário devem acompanhar os ganhos e avanços das empresas.  Assim como as companhias alegam ter custos (com combustíveis, manutenção, entre outros) que depois são repassados para os preços das passagens, os trabalhadores também sofrem com o aumento dos preços.

Por isso, a valorização no salário é fundamental para melhorar a qualidade de vida e de trabalho do aeroviário e aeronauta.

Diálogo

A  FENTAC/CUT salienta que para evoluir na relação Capital X Trabalho é fundamental que as partes apostem na livre negociação e, acima de tudo, no diálogo.

 

Direção da Federação Nacional dos Trabalhadores na Aviação Civil da CUT 

 

Comunicação do SINDIGRU/CUT

Jornalista Responsável: Viviane Barbosa Mtb-28121
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